quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Foi com o coração..



Exatamente onde não se podia mexer!
Tá ferido, culpado, passeando pelo ego e conversando com ela, no caso a tão temida VAIDADE!
Conversam sobre perfeição..
Como faz para ser perfeito?
Complicado, certo?
Quando na tentativa para isso acontece algo de digamos imperfeito, huuum..
Aí complica!
Se existem coisas internas camufladas afloram, resultado?

Problemas!!

Nem o giro pela arte dessa vez pode salvar, muito menos deixar o dia mais colorido como aquele em que um simples pôr-do-sol parecia resolver.
Desta vez não há imobilidade, não é como na fotografia em que um sorriso parece eterno, não é como no teatro em que almas estrapolam suas veias. Não é como no cinema..
Desta vez não tem aplausos, nem tampouco grand finale.
Com sorte restam palavras que na realidade nada significam se a intenção é passar sensações concretas.
Misturar visão e tato resultará em uma reles sinestesia.
O vento suspirou e o sol também?
Sabe-se lá..
Para quê, não é mesmo?
Já não tem magia, cadê a compreensão?
Se tudo parece embaralhado não pode haver motivo, afinal as palavras não produzem sensações concretas. (também se for mentira tanto faz)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo."


É com Caio Fernando que me inspiro por aqui..

Ele é fantástico, já o leram?
Pois então os aconselho a compartilhar do estilo hiper pessoal deste jornalista e escritor brasileiro.
Considerado o fotógrafo da fragmentação contemporânea, Caio tem a dose certa! Aquela que oscila entre poesia e realidade, sabe?
Algo como a mais pura 'verdade fantasiosa' em trechos muitas das vezes condizentes com o grau de solidão em que te encontras.
Digo solidão pela ênfase que ele dá em se tratando de viagens, separações ou simples buscas pelo 'eu' que nós tanto buscamos encontrar não é mesmo?
Que seja doce então, e..
Tem o seguinte, meus senhores: Não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir.
Pelo contrário: Vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda.
Depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica dele em nós é a necessidade de um colo que ninguém dá, mas tudo bem. Amor é falta de QI, tenho cada vez mais certeza.
Quem diria que viver ia dar nisso?
Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável.
Espantoso é viver, acumular memórias, afetos..
Não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo. Nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a solidão.
Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente.
É assim que misturo Caio cada vez mais ao meu dia-a-dia, resultando em Juliana, assim como deve resultar em Mayras, Luanas, Marias e mais todo mundo que eu escuto falar dele exatamente o que penso.
Conselho?

Leiam Caio..

'A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.' (C.F.A)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Uma flor nasceu na rua!


Estou vagando pelos mundos de Florbela, Coralina, Quintana..
Falo de poetas e trovas com a intenção de caber nas fotos!
Fixo o olho com mais atenção: A Flor e a Náusea, Drummond!!

'Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe, suas pétalas não se abrem, seu nome não está nos livros..'

O fato: ninguém deixa de lado o que está fazendo em virtude do simples nascer da flor!
As pessoas andam ásperas na hora de te colocar defeitos, debochar de suas qualidades..
Parece que sentem prazer em te ver triste, sabe?
Fico pensando na necessidade de tudo isso: NENHUMA!
Acho que na vida busco duas coisas primordiais: amor e compreensão. Um paradoxo quando quero poesia e poetas vivem de desamor e incompreensão, mas tudo bem! É sempre um paradoxo mesmo, acostumei.
Quando saio na noite me sinto exatamente como Drummond descreve a protagonista de seus versos:

'Feia. Mas uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio..'

Está tão vazio..
Falta um casamento, apartamento confortável, cama para dois, livros, vitrola, passeios aos Domingos sem obrigações para mais tarde, carinho..
Falta liberdade a dois, é..

LIBERDADE A DOIS!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Quando o amor vira um simples 'Bom Dia'..



Juro, é uma das coisas que mais tenho medo em um relacionamento!
Quantos casais camuflam o que os incomoda por medo ou insegurança do que o outro vai achar?
Nisso passam meses, anos, às vezes uma vida inteira infelizes só por medo de dialogar..
Não tem jeito: Tem que conversar!
Sentir-se especial também é FUNDAMENTAL!!
Se o cara não te acha a pessoa mais importante da vida dele ESQUEÇA!
Pelo menos EU não nasci para ser somente namorada. Preciso me sentir especial em todos os momentos, não gosto de ser trocada pelo Futebol ou pela Cerveja com os amigos nos Happy Hours da vida durante a semana.
Queria mais flores sabe?
Abrir a porta do carro nem dói e hoje em dia é tão raro..
É fato que não existe fórmula perfeita para amar, muito menos ser amada.
Eu por minha vez PRECISO me sentir fundamental na vida do cara que estou ao lado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quanto ao que amo estou segura do que escrevo..



Quanto ao grau de satisfação com a vida que levo já nem tanto.
Falta emoção sabe, faltam aparecer pessoas novas, sorrindo, felizes!!
Já já vem Manoel Carlos com mais um orgasmo múltiplo de poesia e bossa, que beleza!!
Pelo menos de três em três anos lançam algo que preste na TV brasileira que está uma boa MERDA.
Falo mesmo, eis um meio de comunicação que aboli da minha vida e não me arrependo!
Só Maneco salva a pátria, só assim sento na frente da Televisão para apreciar coisas boas, histórias lindas, VERDADEIRAS!!
TV à cabo de cú é rola, acho um absurdo termos que pagar para ver o que preste, ou nos interessa.
Precisamos de qualidade, seja na Rádio, TV, Jornal Impresso..
Sou formada em Comunicação poxa, eu e toda a nata que se formou neste meio sabe o quanto somos carentes em relação à qualidade das notícias que chegam até nós!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Mais ou menos assim..


Flores, poemas, cifras, vozes, retratos, cores, memórias, viagens: Que SAUDADE!
Estou saudosa de pessoas, momentos, lugares.
Preciso de um abraço em todas as amigas que estão longe, Ah.. e COMO!
O tamanho da nostalgia nem daria em caps lock.
Sinto falta da Isabela underground que ia comigo aos Mondos da vida quando a nossa própria vida era não pensar em nada, a não ser percorrer as ratarias de Belém.
Gostava do Jazz às Quintas no Pier quando todas se reuniam pela boa música, junto com aquelas conversas despretenciosas.
Naquele tempo eu ia embora, tinha tantos planos..
Sempre sonhadora, poetizando, sempre nostálgica, relembrando, sempre com Chico Buarque de fundo, sempre me sentindo uma de suas Helenas, sempre buscando Mitologia, deuses e deusas que poderiam perfeitamente ser um de nós, reles mortais.
Eu não desisto de mostrar toda forma de arte que me rodeia. Não gosto quando vejo injustiças nas panelinhas daqui que só dão oportunidades aos deles..
Temos gente talentosa sem recursos para mostrar seu trabalho.
É.. Acordem!!
Belém tem um cenário artístico riquíssimo!!!
Semana passada fui assistir uma palestra no Fórum Cível sobre a implantação de uma Rádio nos órgãos públicos daqui, e recebemos a visita de um Desembargador carioca que classificou nossa terra como uma das três mais ricas quanto ao cenário musical, desbancando São Paulo, botam fé?
Eu não me surpreendi quando escutei sua ternura ao falar do Carimbó, que é embalado de forma tão sutil pela chuva da tarde, ou das guitarradas que já percorreram meio mundo.
Não me surpreendo mesmo quando um em um milhão elogia a minha terra, porque sei que um dia eu mesma ainda vou para bem longe divulgar esta cidade, meu povo.
O pior de tudo é que são os próprios paraenses (salve exceções) que falam mal de sua terra, ressaltanto defeitos pequenos em relação a grandiosidade da nossa cultura.
Eu gosto mesmo é de defender minorias, e felizmente existem minorias apaixonadas por um Jazz ao pôr-do-sol de frente para o rio com direito àquela pernada sob o túnel de mangueiras que faz suar, ôoo.. se faz!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Live at Woodstock, 1969.


Parece que foi ontem que comecei a assistir vídeos e ler coisas à respeito do maior festival de como diria Janis Joplin: Paz, amor e um pouco de sacanagem que já existiu.
Tais lembranças voltam à tona na mídia, em memória aos quarenta anos do acontecimento. O povo assiste paralisado, anestesiado por atitudes que jamais terão.
Quão pobre de movimentos revolucionários é nossa geração, não é mesmo?
Dá uma tristeza relembrar e saber que isso está tão longe de acontecer novamente..

Os movimentos de boa música sem planejamento para vender milhões de discos estão praticamente inexistentes hoje em dia.
Há dois anos atrás sonhei com uma frase tatuada, algo que em português significava 'Ao Vivo em Woodstock, 1969'.
Não perdi tempo, resolvi tatuar em inglês..
Na minha concepção de revolta por não ter vivido aquela geração EU FUI!
Estava lá ao vivo em Woodstock, e quando eu morrer vai pro caixão, escrito que estava lá, dançando ao som de Hendrix com uma coroa de flores na cabeça, vestindo coisa leves, que seriam tiradas sem pudor em um banho de rio na lendária fazenda perto de Nova York.
Sempre que conto essa história me chamam de maluca, viajante, sem noção..
Peço que sejam tudo isso que me chamam se ISSO valer de alguma coisa para mudar essa 'sem gracisse' que está o mundo.
Precisamos de mais ATITUDE, e atitude é tomada com INCENTIVO!!
O que falta é incetivo à cultura, à boa música, às artes!!
O assunto aqui dizia respeito ao Festival de Woodstock, mas acabou indo para o lado social, o que não deixou de ser a intenção de quem o fez, ou seja, de quem estava ali.
Precisamos de mais liberdade para mostrar nossa arte queridos.
Esta é a conclusão definitiva de tudo isso.
A televisão já ajudaria muito se mostrasse o que preste, ao invés de bombardear as cabeças dos telespectadores com epidemias de doenças que não passam de truques da indústria farmaceutica para vender seus produtos.
Falo mesmo, não tenho problema em dizer o que sinto, e de boa?
Não acho que esteja errada.